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Firjan SENAI instala computador quântico educacional no Rio

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de setembro de 2026 13:25
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A Firjan SENAI apresentou, nesta terça-feira (8), o Triangulum II, um computador quântico voltado à formação profissional e à pesquisa aplicada instalado no Rio de Janeiro. O equipamento, desenvolvido pela SpinQ com participação da Dobslit, fica no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação, localizado no edifício Eco Sapucaí, na Cidade Nova.

Segundo a Firjan, a máquina é a mais moderna do país e um dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil. Com três qubits, o sistema funciona como plataforma de ensino e experimentação, sem a intenção de substituir computadores tradicionais ou resolver problemas industriais em larga escala de imediato.

O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, comparou a experiência ao uso de um simulador de aviação, permitindo que estudantes e profissionais entendam fundamentos antes de utilizarem equipamentos mais sofisticados. O Triangulum II opera via Ressonância Magnética Nuclear (RMN), o que possibilita o funcionamento em temperatura ambiente em laboratórios convencionais.

A tecnologia é vista como estratégica para setores de óleo e gás, energia, telecomunicações, logística e finanças. Alexandre dos Reis, diretor-executivo da Firjan SESI SENAI, explicou que a computação quântica pode ser aplicada a desafios de otimização, como a organização de rotas de helicópteros e embarcações em plataformas de petróleo em alto-mar.

O sistema permite o desenvolvimento de algoritmos em Python e a execução de experimentos de superposição e emaranhamento. A estrutura do DigiTech, inaugurada em 2025, ocupa mais de 2,5 mil metros quadrados e tem capacidade para formar mais de 9 mil profissionais por ano em áreas de software, hardware e inteligência artificial.

O centro também abriga um polo de defesa cibernética criado em julho, em parceria com o Exército. Para Caetano, a preparação antecipada de mão de obra qualificada define a posição competitiva do Rio de Janeiro quando a tecnologia alcançar aplicações comerciais mais amplas.

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