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Flamengo vota reforma para tornar gestão profissional permanente

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de setembro de 2026 04:58
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Conselho Deliberativo do Flamengo vota, nesta terça-feira (15), uma reforma estatutária para tornar permanente o modelo de gestão profissional. A proposta separa a governança da execução, delegando a operação cotidiana a uma diretoria formada por executivos remunerados e escolhidos por critérios técnicos.

A nova estrutura divide a Diretoria Profissional em dois cargos principais: um diretor-geral, responsável pela gestão corporativa, e um diretor de futebol, encarregado do profissional e das categorias de base. Para supervisionar a operação, será criado o Conselho Gestor (Coge), que analisará metas, riscos e indicadores sem interferir nas atividades diárias.

O texto prevê a implementação de orçamentos anuais e planos estratégicos para três e cinco anos. A reforma obriga a criação de um Portal de Governança e Transparência, amplia regras contra o nepotismo e estabelece períodos de quarentena para associados que ocuparam cargos eletivos antes de assumirem postos na diretoria profissional.

A proposta mantém a natureza jurídica do Flamengo como associação civil, descartando a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O Conselho Deliberativo permanece como a instância máxima para decisões estruturantes e passa a ter a atribuição de aprovar as Políticas de Governança.

O documento foi elaborado pela Comissão Permanente de Estatuto com base em 98 sugestões de associados, divididas em 15 blocos de emendas. Cerca de 75% dessas propostas foram incorporadas ao texto final.

A mudança baseia-se no projeto Profissionalismo, apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP. O objetivo é evitar que a gestão técnica dependa da vontade de cada presidente, considerando que o clube possui receitas anuais superiores a R$ 2 bilhões.

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