O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, chamou o ministro Alexandre de Moraes de “laranja podre” do Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado (5). A declaração ocorreu em frente à Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, durante visita a Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro condenado por participação em trama golpista.
Flávio Bolsonaro criticou a atuação de Moraes, relator do caso de Martins, e traçou paralelos com um conflito recente entre o magistrado e o ministro André Mendonça envolvendo o caso Banco Master. O senador afirmou que o gabinete de Moraes é o “gabinete da perseguição” e alegou que o ministro utilizou o inquérito de fake news para perseguir adversários políticos.
O senador, que também enfrenta desgaste pelo caso Master após a divulgação de conversas com um banqueiro sobre o financiamento do filme Dark Horse, disse que seu papel como presidente da República será resgatar a credibilidade das instituições. Ele buscou isolar Moraes dos demais colegas da Corte, afirmando que a magistratura do país não segue a regra aplicada pelo ministro.
O encontro durou cerca de uma hora e meia. Além de Flávio, participaram da visita o senador Sérgio Moro (PL), candidato ao Governo do Paraná, e o deputado federal Filipe Barros (PL), candidato ao Senado, acompanhados de outros postulantes da legenda no estado.
Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão. O ex-assessor cumpria prisão domiciliar enquanto aguardava recursos, mas teve a prisão preventiva determinada novamente por Moraes em janeiro, sob a justificativa de que teria violado a proibição de usar redes sociais.
Durante a visita, Flávio Bolsonaro defendeu o ex-assessor e criticou a condenação, afirmando que Martins foi preso por ter feito uma minuta que “nunca existiu” e que “ninguém nunca viu”.

