Políticos de direita e apoiadores se manifestaram nesta segunda-feira (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato principal foi convocado pelo senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
A mobilização teve como mote as frases “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. O evento já estava planejado desde agosto, mas a divulgação de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes, intensificou as críticas. Flávio Bolsonaro chamou o magistrado de “laranja podre” e descreveu o gabinete do ministro como “gabinete da perseguição”.
Durante a tarde, discursaram aliados do candidato, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Também falaram o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e parlamentares como Bia Kicis, Nikolas Ferreira e Guilherme Derrite. O pastor Silas Malafaia participou das falas.
No período da manhã, Romeu Zema, candidato do Novo ao Planalto, também promoveu reunião com apoiadores no local. O foco do evento do PL dividiu-se entre a pressão para que Moraes deixe o STF e críticas à gestão do governo federal.
A manifestação ocorre em um local com histórico de atos semelhantes. Em 2025, a mobilização de 7 de setembro na Paulista reuniu 48.800 pessoas. No ano anterior, Jair Bolsonaro mobilizou quase 60 mil manifestantes na mesma via. Em 2021, o ex-presidente utilizou o espaço para chamar o ministro Alexandre de Moraes de “canalha”.
Quatro dias após o ato de 2025, no dia 11 de setembro daquele ano, o STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.


