O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e parlamentares da oposição pediram, nesta terça-feira (1º), a renúncia ou o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão ocorre após a divulgação de que o magistrado teria editado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa.
Flávio Bolsonaro afirmou no Senado que o ministro não tem condições de permanecer no cargo caso as acusações sejam comprovadas. O parlamentar citou metadados de um arquivo que atribuem a edição do documento ao perfil “Ministro Alexandre de Moraes”. Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes declarou que o setor de compliance consultou o marido da sócia-diretora sobre impedimentos legais e que os serviços foram prestados.
A apuração indica que mensagens no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam contatos com Moraes dias antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025. No conteúdo, Vorcaro questiona se deveria deixar o país e se o ministro havia conseguido bloquear ações policiais. Flávio Bolsonaro cobrou explicações do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, citados nas conversas.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou que apresentará novo pedido de impeachment e solicitou que o Senado dê andamento ao processo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a prisão preventiva do ministro, alegando risco de fuga e prevaricação. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o impeachment é insuficiente e que o magistrado deveria ser preso.
O presidente da CPI do Inss, Carlos Viana (PSD-MG), informou ter protocolado novo pedido de afastamento de Moraes. Viana disse que solicitará a saída do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), da Presidência da Casa caso o pedido seja engavetado. O ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o relatório da PF com as mensagens de Vorcaro.

