O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, confirmou que participará do debate da TV Globo nesta quinta-feira (1º) mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareça. A declaração, dada em Goiânia, muda a posição da campanha, que condicionava a presença do candidato à participação do petista.
Questionado durante agenda em Goiânia se iria ao debate independentemente da decisão de Lula, Flávio confirmou a presença e desafiou o presidente. “Ele (Lula) que lute. Eu quero ir para lá para debater com ele. Então, estou chamando o Lula para o debate. Lula, eu quero você no debate da Globo. Vem debater comigo, porque eu vou esfregar a verdade na sua cara e vou mostrar ao brasileiro”, afirmou.
Até então, integrantes da campanha de Flávio afirmavam que o candidato só participaria do debate caso Lula também estivesse presente. O planejamento para os últimos dias antes da votação vinha sendo montado com dois cenários: se o presidente confirmasse presença, Flávio anteciparia sua chegada ao Rio de Janeiro e reservaria a véspera para se preparar; sem Lula, a previsão era priorizar agendas de rua.
A confirmação ocorre a uma semana do primeiro turno e em meio à tentativa da campanha de Flávio de transformar a reta final em uma disputa direta com Lula. No mesmo ato em Goiânia, ao ser questionado sobre o voto útil e seus adversários de direita, o candidato afirmou que considera o petista seu único adversário. “Eu não tenho adversários concorrendo comigo na Presidência, a não ser o Lula. É ele que eu vou tirar da Presidência, é ele que o povo não quer mais”, disse.
Lula indicou a aliados resistência em participar do debate. Um dos argumentos citados no entorno presidencial para a possível ausência é o receio do petista em se tornar alvo principal dos demais adversários. A participação no encontro foi discutida com aliados na manhã dessa segunda-feira (28), antes de Lula embarcar para compromissos em Belém (PA).
Participaram da reunião integrantes do núcleo duro da campanha, como o presidente do PT, Edinho Silva, o ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Sidônio Palmeira, o marqueteiro da campanha, Raul Rabelo, além de Paulo Okamoto, um dos principais conselheiros do petista. Pessoas próximas a Lula afirmam que martelo não foi batido, mas a agenda de campanha do presidente para esta quinta segue aberta.


