O número de navios cargueiros que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para três embarcações na quarta-feira (16), o nível mais baixo registrado desde que as tensões militares na região se intensificaram. A apuração da empresa de dados de navegação Kpler indica uma redução drástica frente à média de 17 navios por dia nos dez dias anteriores.
No dia anterior à queda, terça-feira (15), aproximadamente 12 navios haviam passado pela via navegável. Dos três monitorados na quarta-feira, apenas um navio vazio da categoria Supramax entrou no Estreito utilizando a rota iraniana.
Fontes da área de navegação informaram que as estatísticas consideram apenas embarcações detectadas visualmente. O levantamento exclui navios que transitaram com transponders desligados, prática utilizada para evitar a detecção e reduzir riscos de segurança.
Matt Stanley, chefe de Engajamento de Mercado da Kpler para Europa, Oriente Médio e África, afirmou que o aumento dos preços do petróleo está se tornando estrutural. Segundo Stanley, a possibilidade de o barril atingir US$ 150 em 2027 permanece viável, pois as pressões de preço não são mais de curto prazo.
O executivo explicou que a Europa pode ser a primeira região a sentir o impacto do encarecimento do diesel e do combustível de aviação. A capacidade limitada das refinarias, somada às perturbações nos fluxos do Mar Vermelho e de Ormuz, ameaça elevar os preços nos postos.
Stanley ponderou que a alta dos preços pode acabar contendo a demanda, o que ofereceria um alívio temporário ao mercado.


