A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada no dia 10 de setembro, mantém o atendimento presencial nas agências comprometido, mas não interrompe o pagamento de benefícios como Bolsa Família e INSS, nem o acesso ao FGTS, que seguem os calendários oficiais.
A paralisação ocorre por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta de renovação do acordo coletivo de trabalho. O conflito concentra-se, principalmente, no modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
A proposta do banco previa o pagamento de participação nos lucros e resultados, além de um prêmio de R$ 3 mil por funcionário. Mesmo com a oferta, os trabalhadores decidiram manter a greve.
Para os beneficiários de programas sociais e aposentados, os depósitos continuam sendo realizados normalmente. No caso do Bolsa Família, as parcelas de setembro obedecem ao cronograma do programa. Operações de FGTS e consultas também seguem disponíveis via aplicativo.
Serviços que dependem de funcionários, como análises e orientações presenciais, podem sofrer atrasos. A instituição recomenda que os clientes utilizem o Pix, caixas eletrônicos, casas lotéricas e o aplicativo para evitar as agências.
A Caixa informou nesta segunda-feira (14) que não recorrerá à Justiça para encerrar a paralisação. O banco sinalizou que pretende retomar as negociações com os representantes da categoria.


