Empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional iniciada no dia 10 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada na tarde desta segunda-feira (21), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) informou que mais de 90% das bases sindicais votaram contra a oferta da Caixa. As negociações entre as partes ocorrem desde junho e envolvem a definição de termos para o acordo específico dos funcionários.
Um dos pontos centrais de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. A proposta rejeitada previa que o teto de participação do banco no custeio do plano subisse de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.
Além da questão do plano de saúde, a categoria reivindica avanços em outras cláusulas do acordo específico. As discussões sobre esses pontos já estavam em curso antes do início da paralisação nacional.
Com a recusa da oferta, a greve segue por tempo indeterminado. O comando do movimento deve anunciar novas orientações aos empregados e definir as próximas etapas das negociações com o banco.


