Os ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitaram à Polícia Federal (PF) acesso integral ao conteúdo de um dos celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, nesta quarta-feira (16).
A medida busca consultar o mesmo conjunto de dados que já havia sido disponibilizado pela corporação aos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin no início da semana. O material foi entregue pela PF na segunda-feira (14) aos gabinetes de Gilmar, Zanin e Alexandre de Moraes.
O pedido de Fux aconteceu um dia depois da divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro e o advogado Rodrigo Fux. Nos diálogos obtidos pela PF, Rodrigo tratava Vorcaro como “irmão” e combinava encontros frequentes. Em dezembro de 2024, o advogado convidou o empresário ao seu escritório, prometendo recebê-lo com “tapete vermelho” em Brasília.
As mensagens indicam que Rodrigo Fux enviou o e-mail de uma secretária do ministro Luiz Fux ao banqueiro. O conteúdo sugere ainda a articulação de um encontro entre o ministro e Vorcaro em um evento em Londres. Em nota, o escritório Fux Advogados afirmou que Rodrigo Fux nunca advogou, prestou serviços ou representou o ex-dono do banco.
Nesta quinta-feira (17), Gilmar Mendes criticou publicamente Luiz Fux e André Mendonça. Em ofício enviado a Fux, presidente da 2ª Turma, o decano do STF afirmou que os colegas realizaram um “ajuste prévio” na Corte.
Segundo Gilmar, houve uma manobra para pautar e julgar rapidamente o caso do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão sob análise determinou o afastamento de Rodrigues do comando da corporação.


