O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (24) que o chefe de gabinete da diretoria de Regulação, Ricardo Eyer Harris, informou voluntariamente a diretoria sobre contratos firmados por seu irmão, Leonardo Eyer Harris, com o Banco Master.
A declaração ocorre após a apuração de que Leonardo recebeu R$ 720 mil do Banco Master no ano passado. Galípolo disse que é necessário separar as situações e que o servidor deve ter a oportunidade de explicar as circunstâncias dentro da autarquia.
O presidente do BC afirmou que o caso de Ricardo Eyer Harris é distinto da situação de outros servidores que foram afastados por suspeitas de favorecimento ao Banco Master. Segundo Galípolo, o servidor procurou os dois diretores que teve no período para avisar sobre o trabalho do irmão.
A investigação da Polícia Federal aponta Paulo Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, como consultores informais do Master. Ambos são suspeitos de ter recebido vantagens indevidas em troca de favores.
Souza e Santana negam qualquer irregularidade. Galípolo informou que existem processos internos em andamento e que, no momento, não pode fazer acusações contra Harris.


