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Garotinho ataca Sérgio Cabral e propõe barcas no lugar de metrô

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de setembro de 2026 15:33
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho (Republicanos), utilizou sabatina realizada nesta quinta-feira (10) para atacar o ex-governador Sérgio Cabral e propor a substituição da Linha 3 do metrô por um sistema de “super barcas velozes”. O político buscou se diferenciar de antigos ocupantes do Palácio Guanabara para enfrentar a rejeição nas pesquisas.

Garotinho focou as críticas em Sérgio Cabral, a quem apoiou na eleição de 2006. O candidato questionou o modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e acusou Cabral de desfalcar o caixa do Rioprevidência. Ele afirmou ter sido o responsável por denunciar desvios envolvendo a Odebrecht à Procuradoria-Geral da República (PGR), classificando as próprias condenações por improbidade como “erros administrativos”.

Questionado sobre seu nome em listas de pagamentos da Odebrecht, Garotinho argumentou que financiamentos de campanha ilegais eram recorrentes no Brasil. Ele diferenciou sua situação de quem estaria em listas de “bicheiros”. O candidato também citou que aliados de Eduardo Paes (PSD) estariam em investigações da Polícia Federal envolvendo o bicheiro Adilsinho.

Sobre a mobilidade urbana, o ex-governador defendeu a criação de 70 linhas de barcas para integrar a região metropolitana e a Barra da Tijuca, alegando que o custo seria dez vezes menor que a escavação do metrô. A proposta, inspirada em Sydney, na Austrália, complementa seu plano de construir 11 viadutos na Avenida Brasil.

Na segurança pública, Garotinho propôs a retomada de 20 comunidades que serviriam de base para a facção Comando Vermelho. Segundo ele, a desarticulação dessas áreas reduziria roubos de carga e de automóveis, tratando a facção como uma “franquia” com ramificações em outros estados.

O candidato evitou declarar apoio a nomes para a Presidência, criticando a política de juros altos do governo Lula e a gestão de Jair Bolsonaro. Sobre sua trajetória partidária, Garotinho minimizou a passagem por nove siglas diferentes, definindo-se como “trabalhista”. Ele também ironizou a falta de apoio de bispos da Igreja Universal, influentes no Republicanos, afirmando que não disputa “eleição para papa”.

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