Duas irmãs gêmeas inglesas, Lavinia e Michelle Osbourne, descobriram aos 49 anos que possuem pais biológicos diferentes. A revelação ocorreu após a realização de um teste de DNA, motivado por dúvidas de Michelle sobre a falta de semelhança física com James, homem que as duas acreditavam ser o pai.
O caso é decorrente de um fenômeno chamado superfecundação heteropaterna. A condição acontece quando a mulher libera mais de um óvulo no mesmo ciclo menstrual e mantém relações sexuais com parceiros diferentes. Os óvulos são fecundados por espermatozoides de homens distintos, resultando em bebês que se desenvolvem no mesmo útero, mas com pais biológicos diferentes.
Segundo a imprensa local, apenas 20 casos desse tipo foram confirmados no mundo. A identificação da condição só é possível por meio de exames genéticos, já que a diferença de paternidade não pode ser determinada apenas pelo fato de as crianças serem gêmeas.
A mãe das irmãs, natural da Jamaica, morreu sem revelar a identidade do pai biológico de Michelle. De acordo com Michelle, a mãe teve uma juventude difícil, marcada por abusos do padrasto e passagens por lares de acolhimento. Aos 24 anos, ela ingressou na Universidade de Londres e deixou as filhas sob os cuidados de uma mulher em Nottingham, onde as meninas relatam ter sofrido maus-tratos físicos.
Aos 10 anos, as irmãs mudaram-se para Londres, onde a mãe já havia formado outra família. Lavinia contou que o marido da mãe tentava afastá-las. O contato com James, homem que acreditavam ser o pai, começou quando tinham 14 anos, mas a relação foi intermitente.
A dúvida sobre a paternidade ressurgiu quando a mãe desenvolveu demência, impossibilitando respostas coerentes sobre a história familiar. Michelle decidiu realizar o teste de DNA após analisar uma fotografia de James e notar a ausência de traços físicos comuns. O resultado confirmou que as irmãs são gêmeas, embora tenham pais biológicos distintos.


