A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (14), em São Paulo, que um eventual governo do senador revogará impostos criados ou elevados durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda e eliminará mais de mil normas burocráticas.
Durante seminário promovido pelo Grupo Esfera na Casa Fasano, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal informou que a equipe de campanha já mapeou obrigações acessórias e normas infralegais para revogação. Marques citou a gestão do presidente argentino Javier Milei como inspiração para as medidas.
Sobre a política monetária, a coordenadora defendeu a redução do déficit fiscal como condição necessária para a queda dos juros. Ela afirmou que o foco será colocar as contas públicas no azul e defendeu o fim da reeleição como prioridade, declarando que quem não cuida das contas não cuida das pessoas.
Marques criticou a gestão do presidente Lula, classificando-o como irresponsável ao negar problemas matemáticos nas contas públicas. A coordenadora disse que a campanha não pretende alterar programas sociais, mas focará no combate a privilégios, no enxugamento da máquina pública e na revisão de benefícios tributários.
A autonomia do Banco Central (BC) também foi tema da fala. Daniella Marques afirmou que o governo de Flávio respeitará a atuação técnica da instituição, argumentando que a independência do BC contribui para a estabilidade econômica e evita que a inflação seja desancorada por decisões políticas.
Questionada sobre a convivência com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a coordenadora declarou respeito ao avanço institucional da independência do órgão. Ela afirmou que a responsabilidade regulatória sobre o sistema financeiro e a fiscalização de fraudes compete aos técnicos da instituição.


