O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A medida, assinada na sexta-feira (18), ocorreu por abandono de cargo após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal por meio de concurso público em 2010. Durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal, permaneceu afastado da função de escrivão.
O ex-deputado perdeu o mandato em dezembro de 2025 devido ao excesso de faltas. Após a perda do cargo legislativo, ele deveria ter retornado às atividades da PF no Rio de Janeiro, mas não se reapresentou ao órgão.
Desde fevereiro de 2025, o ex-parlamentar reside nos Estados Unidos. No território americano, ele atua politicamente contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco nas determinações do ministro Alexandre de Moraes, e em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo afirma que deixou o Brasil por perseguição política.
Em junho deste ano, o STF condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, motivado por sua atuação nos Estados Unidos.
Em julho, ele obteve o “green card”, documento que concede residência permanente e permissão para trabalhar no país por tempo indeterminado. Segundo o próprio Eduardo Bolsonaro, a autorização foi concedida na categoria EB-1A, voltada a estrangeiros com habilidade extraordinária.


