O governo da Espanha transformou o embate contra setores conservadores da Justiça, especialmente o Tribunal Supremo, em política oficial de Estado. A estratégia, apoiada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e pelo Palácio da Moncloa, foi reafirmada nesta terça-feira (15) durante coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros.
A porta-voz do governo, Elma Sáiz, manifestou apoio aberto ao ministro de Transportes após novas críticas dirigidas a juízes responsáveis pela lei de netos. A postura marca a transição de ataques isolados para uma diretriz coordenada pelo núcleo do Executivo.
Anteriormente, a retórica de confronto era concentrada em figuras como Óscar Puente e Óscar López. Ambos sugeriram, nos últimos meses, a existência de uma conspiração envolvendo setores da Justiça, da Polícia e da Guarda Civil.
O ministro de Transportes afirmou que tais grupos tentariam derrubar a gestão atual por meio de “métodos não democráticos”. A narrativa aponta que a imparcialidade do sistema judiciário estaria sendo comprometida por ações de magistrados específicos.
A ofensiva agora conta com a chancela direta de Pedro Sánchez. O governo sustenta que a atuação de setores conservadores do Judiciário extrapola a função técnica para interferir na estabilidade política do país.

