O governo federal reúne nesta terça-feira (1º) representantes de entidades da saúde, economia, sociedade civil e organizações religiosas para discutir os impactos das apostas on-line no Brasil. O encontro serve para colher avaliações de diferentes setores antes que a gestão defina novas medidas para enfrentar os problemas causados pelas plataformas.
A reunião não contará com a participação de empresas de bets. O presidente Luiz Inácio Lula disse que a iniciativa visa tomar decisões baseadas no sofrimento real da sociedade brasileira, e não em suposições do governo.
Entre os participantes estão representantes da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).
Na área da saúde, foram convidados integrantes da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Universidade de São Paulo (USP). Também participam o Instituto Alana, o Centro Clarice, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a produtora Paula Lavigne, o Bloco do Tigrinho e o influenciador Yuri Zero.
Acompanham o presidente a primeira-dama Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Miriam Belchior, da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública; Alexandre Padilha, da Saúde; Paulo Henrique Cordeiro, do Esporte; Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral; e Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social. Estão presentes o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.
Lula tem criticado as apostas on-line por considerar que elas contribuem para o endividamento das famílias. Desde a regulamentação do setor, o governo restringiu a publicidade das casas de apostas e bloqueou o acesso de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às plataformas.

