O governo federal prepara a negociação de um empréstimo de R$ 7 bilhões para cobrir novo rombo financeiro dos Correios. A medida busca sustentar a estatal, que terminou o primeiro semestre de 2026 com resultado negativo de R$ 5,55 bilhões e não paga dividendos à União há quatro anos.
A nova operação eleva para R$ 19 bilhões o total de empréstimos destinados a cobrir a gestão da empresa. Em dezembro de 2025, o governo já havia fechado um crédito de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa da companhia.
O empréstimo anterior contou com aval do Tesouro Nacional, transferindo a responsabilidade do pagamento aos contribuintes. A atual operação de R$ 7 bilhões serve para aliviar o caixa no curto prazo, mas posterga a quitação da dívida para gestões futuras.
Paralelamente à crise financeira, servidores dos Correios entraram em greve na última quinta-feira. A categoria reivindica a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026 e contesta o modelo de reestruturação da estatal.
Por determinação do Tribunal Superior do Trabalho, a pedido do governo, 80% do efetivo de trabalhadores deve ser mantido durante a paralisação para garantir a continuidade dos serviços.


