A greve dos Correios, iniciada na última quinta-feira (10), provoca atrasos na entrega de encomendas e a interrupção de atualizações de rastreamento em todo o Brasil. A paralisação afeta consumidores e pequenos lojistas, que relatam a impossibilidade de prever novas datas de entrega e solicitam o reembolso de valores pagos por fretes.
Lojistas de itens colecionáveis relatam que importações estão retidas desde o início do mês, sem alternativa de transporte para mercadorias que vêm do exterior. Quando os produtos já estão em território nacional, alguns vendedores recomendam a contratação de outras transportadoras para evitar prejuízos com itens específicos que podem ficar parados.
Em São Vicente, um consumidor relatou que a encomenda permaneceu parada por dois dias após chegar à cidade, apesar de ter pago R$ 25 por um frete rápido. Em São Paulo, outro cliente informou que o rastreamento não é atualizado desde 15 de setembro e que a empresa solicitou até cinco dias úteis para responder a manifestações sobre o caso.
Um morador de São Carlos aguarda a entrega de um documento via Sedex, atrasado desde sábado (12), necessário para uma viagem marcada para esta sexta-feira (18). O cliente solicitou a localização do objeto e a possibilidade de retirada presencial.
Os Correios informaram que a carga postal está sendo remanejada conforme a necessidade e que servidores administrativos foram mobilizados para apoiar atividades operacionais e realizar mutirões de entrega. A estatal afirmou que as agências seguem abertas e funcionando normalmente, embora tenha classificado o momento da paralisação como sensível.
A companhia pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados para reestruturação financeira. A empresa já havia contratado R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 e tem previsão de receber R$ 6 bilhões da União em 2027.

