O Dia Mundial do Alzheimer, celebrado nesta segunda-feira (21), destaca a possibilidade de reduzir a probabilidade de declínio cognitivo por meio de mudanças no estilo de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 45% dos fatores associados ao risco de demência são modificáveis, combatendo a incidência de 10 milhões de novos casos anuais no mundo.
No Brasil, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com algum tipo de demência. Embora a idade e a predisposição genética sejam fatores imutáveis, a OMS lista o sedentarismo, o tabagismo, a hipertensão, a diabetes, a obesidade, o consumo excessivo de álcool, o isolamento social e perdas auditivas não tratadas como riscos controláveis.
A neuropsicóloga Martha Valeria Medina, da empresa de neurorreabilitação NeuronUP, afirma que manter uma rotina equilibrada contribui para a saúde cerebral, embora pessoas com hábitos saudáveis ainda possam desenvolver a doença. A especialista recomenda a prática regular de atividades físicas, combinando exercícios aeróbicos e de força para evitar longos períodos de inatividade.
O estímulo cognitivo é outro pilar da prevenção. Atividades que exigem raciocínio e aprendizado, como a leitura, o estudo de novos idiomas, a prática de instrumentos musicais e a resolução de problemas matemáticos, auxiliam na preservação do cérebro mesmo em casos de predisposição genética.
A manutenção de vínculos sociais também é apontada como medida essencial. Conversas, encontros com familiares e a participação em atividades em grupo combatem o isolamento social. O objetivo dessas ações é preservar a autonomia do indivíduo e garantir a realização de atividades cotidianas com qualidade de vida.

