O candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (13) ser favorável à divulgação de todos os processos relacionados ao Banco Master antes das eleições de outubro. O ex-ministro defende que a publicidade das ações permita aos eleitores conhecer possíveis implicações judiciais de candidatos.
A declaração ocorreu durante ato de campanha no Centro da capital paulista, onde Haddad apresentou plano de governo para a saúde. O candidato afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF), sob a presidência do ministro Edson Fachin, deve abrir inquéritos com repercussão política e que envolvam autoridades públicas.
Haddad disse que o presidente Lula também solicitou a quebra de sigilo de todos os processos para que o cidadão tenha acesso às informações antes de definir o voto. Segundo o candidato, a medida é necessária para evitar que eleitores escolham pessoas que favoreceram milícias ou esquemas de corrupção.
Na última quinta-feira (10), o presidente do STF, Edson Fachin, pediu a retirada do sigilo das investigações do caso Master, argumentando que a publicidade não prejudicaria outras apurações. No entanto, alguns processos seguem sob sigilo, como a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro de Daniel Vorcaro.
O caso envolve investigações de políticos de diferentes espectros, incluindo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Questionado sobre a queda de protagonismo de suas propostas frente aos temas nacionais, Haddad admitiu que o interesse público nas investigações dificulta a discussão de pautas estaduais.
O STF realiza sessão extraordinária na próxima terça-feira para analisar relatório da PF sobre mais de 50 mensagens de um ex-banqueiro para o ministro Alexandre de Moraes. Neste sábado, Fachin negou pedido de Moraes para que o plenário decidisse conjuntamente sobre a abertura de investigações contra ele e o ministro André Mendonça.

