O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou, nesta quinta-feira (24), que uma eventual derrota na disputa pelo governo de São Paulo não terá impacto direto sobre a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu durante sabatina.
Haddad rejeitou a análise de que uma perda para o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ou a definição da disputa ainda no primeiro turno enfraqueceria o palanque eleitoral de Lula em território paulista.
O petista justificou a posição ao resgatar os pleitos de 2006, 2010 e 2014, que também foram decididos no primeiro turno e não impediram a reeleição do presidente. Segundo ele, não existe esse automatismo entre os resultados.
Sobre a possibilidade de a eleição terminar na primeira votação, o ex-ministro afirmou que o segundo turno só ocorre quando há mais de dois candidatos. Ele disse que a tese contrária é vendida pela extrema direita, mas reforçou que a disputa atual conta apenas com dois nomes.
A última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (23), indica Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno. Fernando Haddad aparece com 27% na mesma apuração.
Haddad reiterou que a existência de uma segunda etapa depende da presença de candidatos competitivos e minimizou interpretações de que um resultado imediato teria reflexos automáticos sobre a corrida presidencial.

