Douglas Stewart Carter, de 71 anos, deixou a prisão nesta segunda-feira (28) sob fiança, após 41 anos no corredor da morte em Utah, nos Estados Unidos. Ele aguarda novo julgamento pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em 1985, depois que um exame de DNA o excluiu da cena do crime.
Carter foi condenado em 1985 pela morte de Eva Olesen, de 27 de fevereiro daquele ano. A vítima foi encontrada amarrada, com ferimentos de faca e um tiro na cabeça, dentro da própria casa.
A condenação se baseou em uma confissão que o homem alega ter feito sob ameaças e no depoimento de duas testemunhas. Não havia evidência física ou laboratorial que o ligasse ao crime.
Em 2011, as testemunhas voltaram atrás e afirmaram ter recebido dinheiro e presentes de policiais para mentir contra Carter. A Suprema Corte de Utah apontou “múltiplos casos de má condução intencional” envolvendo policiais e um promotor do caso.
No dia 22 de setembro, promotores receberam um novo exame de DNA que excluiu Carter da cena do crime. O sangue encontrado na maçaneta da porta e na faca usada no assassinato não continha material genético do homem.
A família de Olesen se opõe à liberdade de Carter e afirma que somente o exame de DNA não o exime da possibilidade de ter estado no local. Já os advogados dele apontam que evidências sobre outros suspeitos foram ignoradas, incluindo testemunhas que viram um homem branco fugindo do local.
O caso passa por reavaliação pela Corte, e promotores indicaram intenção de retirar o pedido de pena de morte. Carter não poderá ter contato com a família da vítima e usará monitoramento por GPS.

