A estimativa para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em agosto de 2026 foi de 352,9 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (15). O volume é 2% maior do que o registrado em 2025 e reflete ajustes nas previsões de soja e milho.
A área a ser colhida este ano soma 83,1 milhões de hectares, alta de 1,8% em comparação ao ano anterior. O arroz, o milho e a soja dominam o grupo, representando 92,9% da produção estimada e 87,4% da área de cultivo.
A produção de soja atingiu novo recorde na série histórica do IBGE, com estimativa de 174,8 milhões de toneladas, alta de 5,3% frente a 2025. O resultado é atribuído ao clima favorável e à recuperação da produtividade no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. O Mato Grosso é o maior produtor, com 50,7 milhões de toneladas, o que representa 29% do total nacional.
Para o milho, a estimativa é de 141,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,1% em relação ao ano passado. O volume divide-se em 29,7 milhões de toneladas na primeira safra e 112,1 milhões de toneladas na segunda safra. Apesar de restrições de chuvas em Goiás, onde a produção caiu 27,7%, a safra global do grão é recorde na série do instituto.
Outros cultivos apresentaram tendências opostas. O sorgo teve acréscimo de 8,1%, enquanto o arroz em casca recuou 11,2%, o trigo caiu 18,9% e o feijão registrou baixa de 6,6%. A produção de cana-de-açúcar foi estimada em 705,2 milhões de toneladas, volume 0,3% superior ao de 2025.
Regionalmente, o Centro-Oeste lidera com 178 milhões de toneladas (50,4% do total), seguido pelo Sul com 91,8 milhões (26%). O Sudeste produziu 31,1 milhões de toneladas (8,8%), o Nordeste 29,8 milhões (8,5%) e o Norte 22,3 milhões (6,3%).


