O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (16) cotado a R$ 5,15, com queda de 0,06%, enquanto o Ibovespa recuou 0,51%, fechando aos 185.547 pontos. O movimento ocorreu em meio à divulgação de indicadores econômicos nacionais e a reações nos mercados internacionais, com destaque para a baixa nos preços do petróleo.
No mercado de ações, o desempenho foi impactado por empresas de grande peso. Os papéis da Petrobras caíram mais de 3% e as ações da Vale recuaram mais de 2%. A pressão veio da queda do petróleo Brent, referência global, que foi negociado abaixo de US$ 106 por barril após dias de alta motivada por tensões no Oriente Médio.
O Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou queda de 0,20% em julho em relação ao mês anterior. O resultado ficou abaixo da projeção de analistas, que esperavam um recuo de 0,10%. Na comparação anual com julho do ano passado, o indicador subiu 1,1%.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IGP-10 avançou 1,47% em setembro, revertendo a queda de 0,51% registrada em agosto. A alta do índice foi impulsionada, principalmente, pelos preços praticados no atacado.
No exterior, investidores monitoraram o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que anunciou alteração na taxa básica de juros. A mudança foi incorporada pelas avaliações dos agentes financeiros sobre os ativos internacionais.
A moeda norte-americana manteve estabilidade frente ao real, apesar de a divisa dos Estados Unidos ter registrado alta diante de outras moedas importantes. O mercado segue atento aos dados de inflação, atividade econômica e aos efeitos de tensões geopolíticas sobre as commodities.

