O Ibovespa subiu 1,5% nesta terça-feira (8), superando a marca de 188 mil pontos. O desempenho foi impulsionado pela valorização de commodities no mercado internacional, que beneficiou papéis da Petrobras e Vale, além de apostas de investidores em juros mais baixos e em um cenário eleitoral competitivo.
O petróleo Brent se aproximou de US$ 100 por barril após ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O Ministério da Energia do país informou que operações foram interrompidas por militantes houthis alinhados ao Irã. A instabilidade no Oriente Médio elevou os temores sobre a oferta global de combustível, favorecendo empresas produtoras como a Petrobras.
No setor de mineração, a Vale registrou alta de mais de 2%. O movimento ocorreu devido à quarta sessão consecutiva de ganhos do minério de ferro na China, onde as importações de agosto somaram 108,54 milhões de toneladas. A companhia também prestou esclarecimentos sobre a possível abertura de capital da Vale Base Metals (VBM).
O Bank of America elevou a recomendação para os ativos brasileiros em relatório divulgado hoje. A instituição citou a expectativa de um ciclo mais intenso de queda da taxa Selic, a entrada de recursos estrangeiros e o suporte das commodities como fatores que explicam o desempenho superior do índice.
Pesquisas da Quaest e da BTG/Nexus, que indicam uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, também influenciaram o mercado. Gestoras como Quantitas, Legacy, Ibiuna, Verde e RPS Capital apontam que a percepção de mudança no cenário político para 2027 gera a reprecificação de ativos nacionais.
A combinação desses fatores permitiu que a Bolsa brasileira renovasse máximas históricas. O movimento reflete a dependência do Ibovespa em relação a empresas de grande peso, como a Vale e a Petrobras, que reagem diretamente às oscilações internacionais de minério e petróleo.

