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Indústrias da Alemanha defendem volta da jornada de 40 horas

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de setembro de 2026 00:44
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Executivos das maiores indústrias da Alemanha defendem a retomada da jornada semanal de 40 horas sem aumento de salário. A medida, pleiteada por empresários de companhias como Mercedes-Benz e Stihl, visa combater os elevados custos trabalhistas que, segundo as empresas, comprometem a competitividade do país no cenário internacional.

Atualmente, a jornada de 35 horas é o padrão para cerca de um quinto dos trabalhadores alemães, com concentração nos setores automotivo, de engenharia e de ferro e aço. A média de trabalho em todos os setores da economia alemã é de 37,8 horas semanais.

Martin Brudermüller, presidente do Conselho de Supervisão do Grupo Mercedes-Benz, afirmou que o custo da mão de obra no país se tornou alto demais em comparação aos padrões internacionais. Ele declarou que a Alemanha perdeu a vantagem de produtividade frente a concorrentes e defendeu que o retorno à semana de 40 horas deve ser considerado seriamente.

O debate ocorre antes do início das negociações salariais entre sindicatos da indústria e empregadores, previstas para outubro. A carga de 35 horas havia sido adotada em 1984, após greves de sete semanas promovidas por dezenas de metalúrgicos na Alemanha Ocidental.

Dados citados pela imprensa internacional indicam que uma hora de trabalho no setor industrial alemão custa € 49,50. O valor é 47% superior à média de € 33,70 registrada na União Europeia e mais de três vezes maior que os € 15,60 praticados na Hungria.

Um levantamento do Instituto de Macroeconomia e Pesquisa Econômica (IMK) aponta que o custo unitário do trabalho — relação entre o custo da mão de obra e a produção — cresce em ritmo acelerado desde 2023, apesar de a produtividade dos alemães ser superior à de trabalhadores do Leste Europeu.

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