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INSS bate recorde de concessões e recusas de benefícios em 2026

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 06:38
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou recordes de concessões e recusas de aposentadorias, auxílios e pensões entre fevereiro e julho de 2026. A média de entradas na folha de pagamento foi de 769,9 mil pessoas por mês, impulsionada por uma estratégia do governo federal para zerar a fila de análises pendentes.

O maior volume mensal já registrado ocorreu em março, com 885,6 mil pedidos aceitos. Em contrapartida, o ritmo intensivo de análise de documentos elevou as rejeições, que atingiram média de 812,6 mil benefícios recusados por mês no mesmo período.

A fila de espera para auxílios, que somava mais de 3 milhões de pedidos em fevereiro, caiu para 1,5 milhão em julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza evento nesta quinta-feira (3), às 15h, para declarar que não há mais segurados aguardando benefícios por mais de 45 dias.

A redução da fila ocorreu após a troca da gestão do órgão em 13 de abril de 2026. O então presidente do INSS, Gilberto Waller, foi substituído por Ana Cristina Viana Silveira, funcionária de carreira da instituição.

O número de beneficiários chegou a 42,3 milhões em julho, superando os 35,6 milhões registrados antes da pandemia. O governo projeta que os pagamentos custarão R$ 1,1 trilhão em todo 2026, o que representa alta anual de 12,6%, a maior desde 2016.

Quanto aos valores, o benefício médio pago pela Previdência era de R$ 1.781,71 no fim de 2025, contra R$ 1.665,09 no encerramento de 2024. A alta de 7% no período superou a inflação, que foi de 4,3%. Os dados constam no boletim estatístico da Previdência Social de julho.

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