Douglas Aparecido Piovesan, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e envolvido em ações do chamado “novo cangaço”, foi preso na terça-feira (29) na zona sul de São Paulo. Ele era procurado pela Justiça e monitorado pela inteligência da Polícia Militar.
A prisão ocorreu na Avenida Antonio Carlos Benjamin dos Santos, no Parque Novo Grajaú. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares receberam informações do Centro de Operações de que Douglas, conhecido como “Doda”, estaria na região.
Com as características do procurado, os policiais fizeram buscas e o abordaram no momento em que saía de uma barbearia. Nada de ilícito foi encontrado com ele. Douglas foi levado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O boletim registra que ele tinha condenação criminal definitiva por homicídio doloso. Douglas é investigado como integrante efetivo de organização criminosa e apontado como alguém de alta posição dentro da estrutura do PCC.
Em 2017, ele foi um dos quatro detentos que fugiram da Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima, antiga CPPL I, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará, os presos quebraram uma parede de cerâmica vazada, conhecida como cobogó, para escapar.
Douglas é irmão de Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, o “El Cid”, apontado como um dos chefes do PCC e preso no Ceará em fevereiro deste ano. A Polícia Civil e o Ministério Público também o apontam como um dos mentores de um plano atribuído ao PCC para sequestrar e matar o senador Sergio Moro, o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, e o diretor de presídios Roberto Medina.

