O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,70% em setembro de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou a projeção de 0,53% apontada por agências internacionais para o mês.
No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,82%. Em 12 meses, a variação chegou a 4,47%, valor superior aos 4,24% registrados no período anterior. Em setembro de 2025, o IPCA-15 havia sido de 0,48%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta. O grupo Habitação apresentou a maior variação, com 2,07%, impactado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42% após queda no mês anterior. O movimento ocorreu devido ao fim do Bônus de Itaipu nas faturas. A bandeira tarifária amarela adicionou R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos.
No setor de Transportes, a alta foi de 0,60%, influenciada pelo aumento de 9,82% nas passagens aéreas. Enquanto gasolina e gás veicular subiram, o óleo diesel recuou 0,78% e o etanol caiu 0,22%. Em Belo Horizonte, o reajuste de 8,42% nas tarifas de táxi, vigente desde 8 de agosto, também impactou o grupo.
O grupo Despesas Pessoais subiu 0,96%, reflexo do aumento de 14% no preço dos cigarros a partir de 1º de agosto. Já em Alimentação e Bebidas, a alta foi de 0,40%. O tomate subiu 20,76%, o arroz 2,39% e as carnes 1,30%, enquanto o feijão carioca caiu 6,33%.
As onze áreas de abrangência do país registraram alta. Goiânia teve a maior variação, de 0,95%, puxada por cigarros e energia elétrica. Recife registrou o menor índice, de 0,44%, com queda nos preços de frutas e gasolina.

