A linha iPhone 18 Pro chegou ao mercado brasileiro com preços entre R$ 12 mil e R$ 22 mil, registrando alta de até 18,9% em comparação ao ano anterior. O reajuste é resultado do aumento na demanda global por chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão de data centers de inteligência artificial.
Os modelos Pro Max apresentam a maior variação, com preços situados entre R$ 13 mil e R$ 22 mil. No caso do aparelho de 2 TB, o valor subiu R$ 3,5 mil em relação ao modelo anterior. Já a linha Pro tem preços que variam de R$ 12 mil a R$ 21 mil, com aumento de até 13,8%.
A Apple informou que a indústria de eletrônicos enfrenta um desafio sem precedentes, com a expansão de data centers criando um aumento extraordinário na demanda por componentes. O ex-CEO Tim Cook descreveu a situação nos preços de memória como uma “enchente de 100 anos” em ligação para investidores.
O fenômeno, chamado de “inflachip”, afeta outros produtos da marca. Em junho, computadores Macs e iPads tiveram reajustes entre 6% e 36%. O J.P. Morgan estima que a inflação para a indústria e o consumidor final seja de 23% entre o início de 2024 e o fim de 2026, com alta superior a 400% nos preços de DRAM.
Fabricantes como Micron, SK Hynix e Samsung viram seu valor de mercado superar US$ 1 trilhão devido ao apetite de empresas como Google, Meta e Amazon. A TrendForce indica que o investimento de provedores de nuvem deve crescer 98% em 2026, com chips DRAM e NAND respondendo por 47% desse montante.
A pressão nos preços também atingiu outras marcas. A Samsung reajustou seus smartphones dobráveis em até 17,4% no Brasil. Fabricantes de computadores instalados no país relataram, no início do ano, dificuldades para encontrar componentes, alertando para a possibilidade de falta de notebooks no mercado.


