O Irã derrubou ao menos dois drones militares MQ-1 dos Estados Unidos nos últimos dias, segundo autoridades estadunidenses ouvidas por agências internacionais. O prejuízo financeiro pode chegar a US$ 43 milhões (cerca de R$ 220 milhões), dependendo da versão das aeronaves abatidas, embora os locais exatos das quedas não tenham sido divulgados.
O valor da perda varia conforme o modelo do equipamento. Se as aeronaves forem da versão MQ-1B Predator, o custo de duas unidades seria próximo de US$ 9 milhões (R$ 46 milhões). Caso sejam do modelo MQ-1C Gray Eagle, mais moderno e utilizado por forças especiais, o custo unitário é de US$ 21,5 milhões, totalizando US$ 43 milhões pelos dois aparelhos.
As aeronaves da família MQ-1 realizam missões de inteligência e vigilância no Estreito de Ormuz, onde monitoram a atividade militar iraniana e ameaças a navios comerciais. Ambos os modelos podem transportar mísseis Hellfire. O custo final depende de sensores, armamentos e configurações específicas de cada unidade.
As perdas recentes somam-se a um histórico de destruição de equipamentos no conflito. Um relatório do Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos indica que 24 drones MQ-9 Reaper foram perdidos, totalizando US$ 720 milhões. Um MQ-4C Triton, avaliado em US$ 150 milhões, também foi destruído.
Somados, os Reapers e o Triton representam um prejuízo de US$ 870 milhões (cerca de R$ 4,46 bilhões), sem incluir os dois MQ-1 abatidos recentemente. O Comando Central dos Estados Unidos, órgão responsável pelas operações contra o Irã, não comentou os episódios.
A guerra com o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, custou US$ 37,5 bilhões aos Estados Unidos até julho. O montante inclui gastos com munições, operações militares e a reposição de aeronaves e outros equipamentos.


