O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (1º), durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) no Quirguistão, que seu país está disposto a corresponder a qualquer iniciativa dos Estados Unidos para retomar o acordo de junho destinado a encerrar o conflito entre as duas nações.
Pezeshkian declarou que o Irã tomará medidas recíprocas imediatas caso Washington volte a aplicar os termos do pacto, que servia como base para negociações de paz definitivas. O documento estava suspenso após trocas de acusações de descumprimento. O líder iraniano alertou que a manutenção de políticas de pressão e ameaças por parte dos americanos pode prejudicar os esforços diplomáticos.
Em reunião bilateral, Pezeshkian agradeceu ao presidente russo, Vladimir Putin, pelas posições adotadas por Moscou durante a guerra, definindo a relação entre os dois países como estratégica. Putin elogiou a coragem e a resiliência do Irã na defesa de interesses nacionais e afirmou que a Rússia busca dar assistência a Teerã, mantendo a dinâmica comercial e econômica do ano passado.
A tensão entre Washington e Teerã cresceu após ataques americanos e israelenses em fevereiro, que resultaram na morte do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Na última segunda-feira, os Estados Unidos atacaram o Estreito de Ormuz, e o Irã respondeu com ataques a alvos americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. O governo de Donald Trump advertiu Rússia e China contra o fornecimento de armas ao Irã e prometeu agir com força.
O encontro em Bishkek reúne 17 chefes de Estado e governo, incluindo dirigentes da China, Índia, Paquistão e Turquia. Putin defendeu, perante o fórum, a integração de estruturas regionais multilaterais em um mundo multipolar junto às Nações Unidas. O presidente russo também se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, que afirmou ter se tornado mais sólida a cooperação bilateral entre os dois países.


