As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques neste domingo (6) contra áreas no sul do Líbano e determinaram que os moradores de Arab Salim deixassem a região imediatamente. A operação é uma resposta ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah contra militares que operavam na chamada Zona de Segurança.
Duas mulheres morreram nos ataques, segundo a mídia estatal libanesa. O Exército de Israel informou que não houve registro de soldados feridos durante a ação. Bombardeios também atingiram Zawtar al-Sharqiyah, local situada a cerca de 19,5 quilômetros de Arab Salim, conforme apuração de agências internacionais.
A ofensiva ocorre em um cenário de tensão crescente, apesar do cessar-fogo firmado em 26 de junho com mediação dos Estados Unidos. O acordo previa a retirada israelense do território libanês em troca do desarmamento do Hezbollah. O grupo rejeita entregar o controle de áreas ao norte do rio Litani, incluindo o monte Ali Taher.
Israel afirma que a região do monte abriga túneis usados pelo Hezbollah como abrigo e depósito de armas. O governo israelense anunciou ter assumido o controle operacional de Ali Taher na última quinta-feira (3). O Hezbollah defende que Israel deve se retirar primeiro, temendo que a entrega do território a forças libanesas facilite a retomada da área por Israel.
Simultaneamente, o tenente-general Eyal Zamir, chefe das IDF, comandou exercícios militares neste domingo para testar a reação de tropas em cenários de combate em diferentes frentes. A atividade, mantida em sigilo, mobilizou toda a reserva militar israelense, incluindo um batalhão de helicópteros, visando a preparação para eventos de larga escala.
Autoridades de saúde do Líbano informaram que mais de 8,9 mil pessoas morreram e 30,6 mil ficaram feridas em ataques israelenses nos últimos três anos. Quase metade dessas mortes teria ocorrido desde 2 de março. A Agência da ONU para Refugiados estima que 360 mil pessoas foram deslocadas pelo conflito até agosto.


