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Jantar pesado antes de dormir prejudica sono e metabolismo

Carla Fernandes
Última atualização: 2 de setembro de 2026 11:05
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Fazer refeições pesadas pouco antes de dormir traz mais impactos negativos ao organismo do que ir para a cama com fome, segundo médicos. O hábito prejudica a digestão, a qualidade do sono e o metabolismo, podendo provocar refluxo, azia e fragmentação do descanso noturno.

O problema não reside apenas no horário, mas na quantidade e no tipo de alimento. Refeições ricas em gordura feitas próximo ao repouso favorecem a ocorrência de gases e dificuldades para dormir. Para o especialista José Afonso Sallet, a rotina de jantares pesados pode contribuir para o ganho de peso e alterações hormonais.

A situação se agrava quando a pessoa se deita logo após comer. O médico Almino Ramos explica que deitar com o estômago cheio sobrecarrega o sistema gástrico e digestivo. A posição horizontal facilita o retorno do conteúdo estomacal para o esôfago, o que gera episódios de azia e refluxo.

A alimentação noturna inadequada também interfere nos ciclos hormonais. Ramos afirma que o hábito altera a produção de cortisol e do hormônio do crescimento (GH), substâncias ligadas a funções metabólicas fundamentais durante o sono. O consumo frequente de alimentos gordurosos à noite está associado a alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos.

Embora dormir com fome não seja a solução ideal, pois pode dificultar o início do sono e aumentar a compulsão alimentar no dia seguinte, é a opção menos danosa que o excesso. O impacto de jantares tardios inadequados repercute, segundo Sallet, inclusive na saúde cardiovascular.

A recomendação médica é a organização dos horários das refeições ao longo do dia. Para quem precisa comer mais tarde, a orientação é optar por alimentos leves, em menor quantidade e manter um intervalo entre a refeição e o momento de deitar.

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