O ator Joseph Gordon-Levitt afirmou, nesta segunda-feira (14), que o governo dos Estados Unidos deveria fechar empresas de inteligência artificial até que elas comprovem a segurança de seus produtos. A declaração ocorreu durante o terceiro jantar anual TIME100 AI Impact, realizado no Museu de Arte Asiática, em San Francisco.
Gordon-Levitt comparou o setor de tecnologia às indústrias automobilística e de construção, argumentando que, assim como essas áreas seguem leis para garantir a segurança de carros e casas, as fabricantes de IA devem ser reguladas. O ator afirmou que as empresas atuais operam de forma que a lei já deveria ter intervindo para encerrar suas atividades.
Durante o evento, ele disse que líderes e funcionários do setor admitiram publicamente que seus produtos são perigosos e incontroláveis. O ator citou como exemplos um ataque cibernético realizado por agentes da OpenAI em julho e alertas de funcionários da Anthropic sobre o risco de a IA extinguir a vida humana.
O ator criticou a postura de políticos americanos, classificando-os como “tímidos”. Ele sugeriu que a falta de ação possa estar ligada a doações financeiras de executivos do setor. Segundo apuração da imprensa, empresas e aliados de IA gastaram ao menos US$ 83 milhões em eleições federais em 2025. Gordon-Levitt pediu que eleitores não votem, nas eleições de novembro, em candidatos que não apoiem regulação forte.
Outras perspectivas foram apresentadas por Danielle Boyer, inventora e ativista indígena. Ela utiliza a tecnologia para preservar a língua Anishinaabemowin, falada por menos de 1.000 pessoas. Boyer defendeu a criação de sistemas de IA baseados no princípio das “sete gerações”, visando o benefício de descendentes futuros.
A cientista da computação Suchi Saria, fundadora da Bayesian Health, apresentou a aplicação de IA na detecção precoce de sepse em pacientes hospitalizados. Saria afirmou que o sistema da empresa resultou em uma queda de 20% na mortalidade quando os médicos agem rapidamente com base nos alertas do software.


