O JPMorgan revisou as estimativas para o setor de autopeças no Brasil e rebaixou a recomendação da Frasle Mobility de neutro para venda nesta sexta-feira (25). O banco mantém a Tupy e a Iochpe-Maxion como as empresas preferidas do segmento, baseando-se na maior exposição dessas companhias ao mercado internacional.
A mudança na classificação da Frasle Mobility inclui a definição de um preço-alvo de R$ 28 para dezembro de 2027. O banco justificou a decisão citando a fraqueza dos resultados no curto prazo, o cenário macroeconômico brasileiro e o endividamento da controladora Randoncorp, o que limitaria surpresas positivas em fusões e aquisições. A estimativa de lucro por ação para 2027 foi reduzida em 9%.
Para a Randoncorp, a recomendação de venda foi mantida, com o preço-alvo subindo de R$ 6 para R$ 6,50 para dezembro de 2027. O JPMorgan revisou as projeções da empresa e agora estima um prejuízo de R$ 90 milhões para este ano, contra a previsão anterior de lucro de R$ 80 milhões, devido a baixas contábeis adicionais.
A Tupy e a Iochpe-Maxion seguem com recomendação de compra. O preço-alvo da Tupy foi elevado para R$ 23, com potencial de valorização de 38% até dezembro de 2027, impulsionado pela recuperação do ciclo de caminhões na América do Norte. Já a Iochpe-Maxion teve seu preço-alvo elevado para R$ 13, com potencial de alta de 40%.
A Mahle Metal Leve manteve a recomendação neutra, com preço-alvo ajustado para R$ 45. O banco aponta um dividend yield estimado em 12% para 2027, embora a exposição de 70% das receitas ao mercado brasileiro deva limitar o crescimento da companhia.
Segundo a análise do JPMorgan, empresas com maior atuação nos Estados Unidos se beneficiam da recuperação do mercado de caminhões americano. O banco afirma que a depreciação do real também favorece essas companhias ao compensar a fraqueza do mercado doméstico, que sofre com juros elevados e crescimento tímido do Produto Interno Bruto (PIB).

