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Juiz permite pena de morte para acusado de matar Charlie Kirk

Carla Fernandes
Última atualização: 2 de setembro de 2026 13:23
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O acusado de matar o ativista republicano Charlie Kirk se declarou inocente de todas as sete acusações em audiência preliminar realizada nesta terça-feira (1º), em Utah, nos Estados Unidos. O juiz distrital Tony Graf manteve a classificação de homicídio qualificado, decisão que permite a aplicação da pena de morte ao réu.

A defesa de Tyler Robinson, de 23 anos, tentou retirar a possibilidade de pena capital, argumentando que os promotores não provaram que o disparo colocou outras pessoas em risco. A advogada Staci Visser afirmou que Kirk estava em um palco elevado e que não houve evidências de ações contra terceiros.

O promotor Ryan McBride rebateu a tese, declarando que Robinson disparou um rifle de alta potência de um telhado a mais de 122 metros de distância. Segundo a acusação, o réu sabia que poderia errar o alvo e atingir a multidão de mais de três mil pessoas presente no evento ao ar livre.

O magistrado Tony Graf considerou a posição das pessoas ao redor da tenda onde Kirk estava para manter a acusação mais grave. Caso tivesse optado por homicídio simples, a pena mínima seria de 15 anos, com teto de prisão perpétua. A família da vítima classificou a decisão como um passo importante na busca por justiça.

O crime ocorreu em 10 de setembro do ano passado, na Universidade do Vale de Utah, quando Kirk foi baleado no pescoço enquanto discursava. Robinson se entregou à polícia um dia depois. A acusação apresentou provas que incluem DNA e um bilhete manuscrito onde o réu diz ter aproveitado a oportunidade de eliminar o ativista.

Promotores alegam motivação política, citando uma bala gravada com a frase “Ei, fascista! PEGUE!” e mensagens de texto do acusado sobre o ódio de Kirk. A defesa questiona a força dessas provas e a confiabilidade dos testes de DNA que ligam Robinson ao rifle de ferrolho utilizado.

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