A Justiça do Pará adiou para 6 de abril de 2027 o julgamento de Leonardo Felipe Giugni Bahia, acusado de matar a própria mãe, Arlene Giugni da Silva, e tentar assassinar a irmã, Juliana Giugni Cavalcante Soriano de Mello. A sessão estava prevista para esta terça-feira (29), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém.
O adiamento ocorreu pela falta de um representante legal do suspeito no dia do julgamento, segundo a movimentação processual da unidade responsável pelo caso.
O crime aconteceu na madrugada de 18 de janeiro de 2022, no apartamento da família, no bairro Batista Campos, em Belém. Conforme a acusação, Leonardo teria atacado a mãe com golpes de faca enquanto ela estava no quarto. Arlene morreu no local.
Depois do ataque à mãe, ele teria ido até o quarto da irmã e a atingido com a mesma arma. Juliana sobreviveu e figura como vítima no processo.
Leonardo foi pronunciado para responder por homicídio qualificado consumado, pela morte da mãe, e homicídio qualificado tentado, pelo ataque contra a irmã. A decisão de pronúncia não significa condenação — cabe ao Tribunal do Júri analisar as provas e decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
De acordo com o advogado Luiz Pina, que representa a família, o caso tramitou inicialmente na Vara de Violência Doméstica, mas foi encaminhado ao Tribunal do Júri após a Justiça entender que a motivação investigada não se enquadrava nesse contexto.
Leonardo permanece preso preventivamente desde 2022. A nova sessão está marcada para as 8h de 6 de abril de 2027, caso a data seja mantida.

