Jornalistas da CNN, MS Now e Politico foram readmitidos à Casa Branca nesta quinta-feira (24), por volta do meio-dia, após decisão do juiz federal de Washington, Timothy Kelly. O magistrado determinou a restituição das credenciais de imprensa que haviam sido revogadas por Donald Trump há seis dias.
A medida ocorreu após os três veículos solicitarem uma audiência de emergência para forçar o cumprimento de uma decisão anterior. O governo havia negado o acesso às instalações no início do dia, mas acatou o pedido judicial antes do prazo limite de 12h30, horário local.
O juiz Kelly afirmou na sentença que a proibição provavelmente violou os direitos constitucionais ao devido processo. Segundo o magistrado, a regra geral exige que as pessoas recebam notificação e tenham oportunidade de serem ouvidas antes que o governo as prive de um interesse protegido pela Constituição. A ordem de restituição permanece vigente por 14 dias.
O Departamento de Justiça sustentou que o acesso à Casa Branca é um privilégio e não um direito. Em carta enviada à CNN, o gabinete de imprensa do governo acusou o canal de publicar informações sensíveis e falsidades sobre segurança nacional, citando reportagens sobre a guerra no Irã e a construção de um búnquer militar na Ala Leste. Acusações semelhantes foram feitas contra a MS Now e o Politico.
Timothy Kelly classificou os artigos mencionados como rotineiros e disse ser cético de que a segurança nacional fosse a real motivação para a revogação das credenciais. Theodore Boutrous, advogado dos veículos, informou ao tribunal que Trump não mencionou a segurança nacional na postagem da plataforma Truth Social onde anunciou as proibições.
A Associação de Correspondentes da Casa Branca e outros 50 veículos de comunicação também enviaram um texto ao tribunal pedindo a revogação das medidas. Na última segunda-feira, a Casa Branca lançou o canal de streaming Trump TV, que transmite discursos e vídeos do governo 24 horas por dia.

