O candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), prometeu devolver o comando da saúde pública à Secretaria de Saúde caso seja eleito. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (14), o político defendeu a reformulação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-DF), alegando que o modelo atual apresenta problemas de corrupção e não entrega os resultados esperados.
Segundo Grass, o IGES-DF consome mais de R$ 1 bilhão por ano dos recursos públicos, mas gera disputas de espaço com a Secretaria de Saúde, especialmente na atenção primária. O candidato afirmou que, enquanto deputado distrital, denunciou a contratação de pessoas sócias de médicos que atuavam no instituto. Ele mencionou a existência de superfaturamento de contratos e informou que um secretário de saúde foi preso após denúncia feita por ele.
A proposta de reorganização prevê a ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com mais equipes e especialistas para reduzir a pressão sobre hospitais. Grass afirmou que a espera média para uma consulta no DF chega a 254 dias e que R$ 200 milhões em recursos federais foram devolvidos no último ano por falta de uso. Ele prometeu concluir obras hospitalares em Ceilândia, São Sebastião, Recanto das Emas e a UPA do Guará.
Na segurança pública, o candidato mudou de posição e passou a defender o uso de câmeras corporais por policiais para proteger agentes e a população. Grass propôs a criação da Rede Sentinela, com centrais regionais de monitoramento de imagens 24 horas, além de concursos para recompor os efetivos das polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros.
Para a área social, o projeto inclui um aluguel social de R$ 600 mensais para pessoas em vulnerabilidade, visando evitar que cheguem à situação de rua. Grass estimou que 10 mil pessoas estejam nessa condição ou em risco. O candidato posicionou-se contra internações involuntárias para essa população, defendendo que o procedimento siga critérios médicos e legais.
Para financiar as medidas, Grass pretende revisar contratos, despesas e benefícios fiscais concedidos pelo governo. Ele afirmou que o DF possui um déficit fiscal de cerca de R$ 5 bilhões e que há aproximadamente R$ 13 bilhões em renúncias fiscais a grandes empresas que precisam ser reavaliadas. O candidato declarou, ainda, ser contrário à privatização do BRB e defendeu auditoria na operação do banco com o Banco Master.


