As barcas do Rio registraram 38.402 embarques de bicicletas no primeiro mês de vigência das novas regras de transporte, iniciado em 14 de agosto. A linha Arariboia, que liga Niterói à Praça XV, concentrou 90% do movimento, com o transporte de 34.579 equipamentos, segundo dados do Consórcio Barcas Rio.
Na linha Arariboia, o fluxo foi equilibrado entre os dois sentidos: 17.557 bicicletas embarcaram de Niterói para a Praça XV e 17.022 fizeram o trajeto inverso. As demais linhas somaram 9,95% do total, com 1.797 registros em Charitas, 1.658 em Paquetá e 368 em Cocotá.
A concessionária informou que não é possível comparar os números com o período anterior à regulamentação. Antes, a contagem não era individual, mas baseada no volume ocupado pelos equipamentos para definir a capacidade de cada embarcação.
As normas da Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) dividiram os equipamentos em quatro grupos. A categoria 1 engloba bicicletas convencionais e a categoria 2 as elétricas com pedal manual. Modelos dobráveis e patinetes compõem a categoria 3, permitidos em todas as linhas. Já a categoria 4, que inclui scooters e ciclomotores, é proibida em todo o sistema.
O transporte depende da disponibilidade de espaço e segue a ordem de chegada, com prioridade para passageiros sem bicicleta. Nas estações e embarcações, os equipamentos devem ser conduzidos desmontados. Modelos elétricos devem permanecer desligados durante a viagem.
Na linha Charitas, o embarque é restrito a bicicletas e patinetes dobráveis. Cadeiras de rodas motorizadas e tecnologias assistivas continuam autorizadas em todas as estações. Em casos de emergência, a orientação é que os passageiros deixem as bicicletas a bordo para priorizar a segurança da tripulação e dos usuários.


