O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre, nesta terça-feira (22), a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a partir das 10h. O mandatário brasileiro, que mantém a tradição de ser o primeiro país a discursar desde os anos 1950, abordará a cooperação internacional no combate ao crime organizado e o multilateralismo.
O discurso do presidente incluirá a defesa do fim da interferência estrangeira em assuntos nacionais. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Lula mencionará esforços do governo para garantir a cooperação internacional, citando acordos bilaterais com Estados Unidos e países vizinhos. A delegação brasileira também apresentará a negociação preliminar de um protocolo para o combate a crimes ambientais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala na sequência do brasileiro. Não há previsão de reunião bilateral entre os dois líderes, embora exista a possibilidade de um encontro durante a abertura. A minuta do discurso de Lula não menciona Trump nem o Escudo das Américas, iniciativa de segurança norte-americana vista pelo Planalto como reedição do Plano Colômbia.
A agenda em Nova York inclui reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que deixa o cargo em 31 de dezembro. Na segunda-feira (21), Lula se reuniu com Zohran Mamdani, prefeito eleito da cidade. O retorno ao Brasil ocorre ainda nesta terça-feira (22), devido ao calendário eleitoral.
Lula viajou acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial). Segundo o Diário Oficial da União (DOU), 73 pessoas foram autorizadas a integrar a comitiva, grupo menor do que em anos anteriores.
Esta é a 10ª participação do presidente na abertura dos trabalhos da Assembleia Geral. Nos dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, Lula viajou seis vezes para a cerimônia. No mandato atual, este é o quarto comparecimento, somando-se às idas em 2023, 2024 e 2025.

