O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou nas intenções de voto entre católicos, mulheres e eleitores independentes, segundo pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28), a seis dias do primeiro turno. No cenário geral, Lula tem 39% ante 34% de Flávio Bolsonaro (PT). Em eventual segundo turno, os dois aparecem empatados, com 42% cada.
Na semana, Lula cresceu cinco pontos porcentuais entre católicos, indo de 43% para 48% das intenções de voto no segmento. Flávio Bolsonaro oscilou de 27% para 29%. Outros nomes somam 4%, nulos e brancos, 8%, e indecisos, 5%.
Entre as mulheres, o petista oscilou de 37% para 40%, no limite da margem de erro de três pontos para o grupo. O adversário caiu três pontos, de 32% para 29%. A vantagem de Lula, que era de quatro pontos há uma semana, agora é de onze. Outros nomes somam 7%, brancos e nulos, 11%, e indecisas, 8%.
Lula também ganhou terreno entre os independentes: passou de 22% para 27%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 21% para 22%. Apesar da vantagem numérica, o cenário é de empate técnico, com margem de erro de quatro pontos para o segmento. Outros nomes somam 19%, brancos e nulos, 18%, e indecisos, 13%.
Esta é a primeira pesquisa Quaest sobre a disputa após a disseminação de uma notícia falsa que relacionou Flávio Bolsonaro à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Levantamento do Instituto Democracia em Xeque aponta que, em menos de três dias, a desinformação teve quase um milhão de menções nas redes sociais, tornando-se a terceira maior controvérsia política em 2026.
O episódio só não superou as publicações sobre o embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sobre os áudios de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro para tratar do financiamento do filme “Dark Horse”.
A Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06520/2026.


