O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste sábado (12), a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na relatoria do caso Banco Master. Em discurso em Curitiba, Lula afirmou que a condução da investigação é seletiva e defendeu a liberação integral do processo para expor os envolvidos.
Lula mencionou ter conversado com o presidente da Corte, Edson Fachin, para solicitar que o processo não fosse divulgado por meio de recortes. O presidente afirmou que a abertura total dos autos permitirá identificar quem são os corruptos no país, citando que a família Bolsonaro não escapará da apuração.
O petista referiu-se ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado por fraude contra o sistema financeiro. Lula disse que Vorcaro, que já está preso, terá condutas expostas, mencionando que a transparência revelará festas e envolvimento de pessoas da política com mulheres da Suíça e da Suécia.
Durante o evento na Boca Maldita, o presidente declarou que ministros da Suprema Corte não podem utilizar o cargo para enriquecimento pessoal, definindo a função como um sacerdócio que exige comportamento acima da média da sociedade. Lula também atacou o ex-juiz Sergio Moro, candidato ao Governo do Paraná, chamando-o de mentiroso.
Sobre a Previdência Social, o presidente afirmou que a quadrilha do INSS foi criada no governo anterior e desmontada em sua gestão. Ele alegou que a oposição tentou atribuir a responsabilidade da corrupção ao governo federal por meio de uma CPI.
Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou, em discurso em Cabo Frio (RJ), que indicará cinco ministros ao STF caso seja eleito, considerando um eventual impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Flávio declarou que quem vota em Lula está votando em Moraes, citando relatório da Polícia Federal sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro.

