O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (15) que a autonomia do Banco Central (BC) não resolveu os problemas econômicos do país. Em entrevista à TV Record, o presidente defendeu que o chefe do Executivo recupere o poder de interferir na economia em momentos específicos.
Lula criticou o modelo atual, que garante mandatos de quatro anos para o presidente da instituição e seus diretores. A medida foi aprovada em 2021 e é alvo de críticas recorrentes do presidente e de seus aliados políticos.
O presidente relatou que, ao ser eleito, precisou conviver por dois anos com Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, na presidência do órgão. Atualmente, o cargo é ocupado por Gabriel Galípolo, indicado por Lula, com mandato previsto até 2028.
Durante a conversa, o petista mencionou a intenção de atuar na redução da inflação, na geração de empregos e na redistribuição de renda em um eventual quarto mandato. Ele afirmou que, embora a inflação atual seja a menor acumulada em quatro anos na história do país, a situação ainda exige mais medidas.
“Alguém achava que o Banco Central Independente ia resolver o problema do mundo. Não resolve”, disse Lula. Segundo o presidente, o que resolve a situação é o presidente da República eleito ter poder de interferir na economia, capacidade que ele afirma não possuir mais.

