O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (16), que a regulação da inteligência artificial deve ser feita de forma global e rigorosa. Em entrevista ao podcast Desce a Letra Show, o presidente defendeu a criação de modelos de IA brasileiros para evitar a dependência de tecnologias desenvolvidas em outros países.
Lula mencionou um artigo da Organização das Nações Unidas (ONU) que cobra a urgência de uma regulação universal para a tecnologia. O presidente, que concorre à reeleição em outubro, prometeu investimentos na formação de profissionais da área para assegurar o desenvolvimento da ferramenta no Brasil.
A posição ocorre enquanto executivos do setor pedem a desaceleração do desenvolvimento de modelos de IA para discutir riscos de segurança. Esse movimento é criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por publicações oficiais da China.
Durante a entrevista, Lula também criticou a situação atual do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente referiu-se ao adiamento do julgamento de uma petição contra o ministro Alexandre de Moraes, motivada por suposta troca de mensagens com um banqueiro.
O presidente afirmou que a imagem do Judiciário não está boa e defendeu a realização de uma reforma nas instâncias do Poder Judiciário. Ele declarou que a Suprema Corte é a instância máxima de poder e que suas decisões não podem ser alteradas.
Lula manifestou preocupação com os reflexos da crise no STF sobre as eleições deste ano. O presidente cobrou do presidente do Supremo, Edson Fachin, a responsabilidade de não permitir que a instabilidade institucional atrapalhe o processo eleitoral.


