O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (16), ter alertado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que não tente interferir nas eleições brasileiras. A declaração ocorreu durante encontro com pastores evangélicos de igrejas do Brasil e de outros países.
Lula chamou Trump de “amigo” e defendeu a soberania do povo brasileiro no processo eleitoral. O presidente afirmou que o líder americano não deve duvidar das urnas brasileiras, classificando o sistema como o mais sério do mundo.
Para sustentar a tese de que o sistema é seguro, o presidente argumentou que, se as urnas pudessem roubar, ele não teria sido eleito presidente da República por três vezes.
O encontro também foi marcado por críticas à relação entre a classe política e a população pobre. Segundo Lula, as pessoas com baixa renda só possuem valor no dia da eleição, momento em que não são alvo de críticas.
Lula disse que, após a votação, quem detém o poder volta a conviver com banqueiros e empresários, enquanto o pobre retorna ao esquecimento. O presidente afirmou que o pobre não é levado a sério nem respeitado no cotidiano.
O presidente declarou que, se a população pobre tiver consciência e votar em pessoas do seu próprio meio, o Brasil poderá ter um processo semelhante ao ocorrido na África do Sul. Lula mencionou que o país decidirá, em 19 dias, que tipo de governo e regime deseja.

