O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (24), durante ato de campanha em Maceió (AL), que o governo de Jair Bolsonaro permitiu a formação de uma “quadrilha” no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que sua própria gestão descobriu o esquema e prendeu os envolvidos.
Lula declarou na Praça Marechal Deodoro que a organização criminosa foi criada em 2019. Segundo o presidente, as autoridades alcançaram R$ 6 bilhões em bens dos investigados e que seu governo pagou R$ 3,5 bilhões a 5 milhões de aposentados.
A Polícia Federal investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A apuração indica que a movimentação financeira foi de cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, abrangendo períodos das gestões de Bolsonaro e de Lula.
Em julho, a PF indiciou 48 pessoas em um dos inquéritos, incluindo ex-dirigentes do órgão e Antonio Carlos Camilo Antunes. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema foi instalada em 20 de agosto de 2025, mas encerrou os trabalhos na madrugada de 28 de março de 2026 sem a aprovação de um relatório final.
O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 votos a 12. Um texto alternativo apresentado por governistas, que atribuía a mudanças no governo Bolsonaro a facilitação das fraudes, não foi colocado em votação.
O comício reuniu aliados em Alagoas, como o governador Paulo Dantas, o senador Renan Calheiros e o candidato ao governo Renan Filho. A primeira-dama Janja Lula da Silva também discursou, criticando Flávio Bolsonaro (PL) e mencionando investigações sobre o Banco Master.
Lula encerrou a fala pedindo votos para candidatos aliados à Câmara, ao Senado e às assembleias legislativas. O presidente afirmou que necessita de congressistas de seu campo político para formar a base de apoio em um eventual novo mandato.


