O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em comício realizado nesta quinta-feira (17) em Montes Claros, Minas Gerais, que não quer ser comparado ao senador Flávio Bolsonaro, a quem classificou como “ninguém”. O mandatário declarou que prefere a comparação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-o de ter tramado a morte de adversários políticos.
Lula disse que Jair Bolsonaro governou por quatro anos e tentou dar um golpe em 8 de janeiro. Segundo o presidente, o ex-mandatário planejou a morte dele, de Geraldo Alckmin e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sobre a gestão econômica e social, o petista citou programas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Pé-de-Meia e Mais Especialidades. Ele afirmou que o governo Bolsonaro criou uma “quadrilha que roubou os aposentados” e mencionou o Banco Master.
O presidente informou que a administração atual descobriu a organização criminosa, prendeu os integrantes e recuperou R$ 100 milhões. Esse valor seria usado para ressarcir a Previdência, após o pagamento de R$ 3,5 bilhões a cinco milhões de aposentados. Lula também rebateu acusações sobre seu filho, afirmando que Flávio Bolsonaro possui escritório com um indivíduo ligado a fraudes no INSS.
Em relação às relações internacionais, Lula anunciou que viajará aos Estados Unidos para se encontrar com o presidente Donald Trump. O mandatário afirmou que dirá ao americano para “não se meter na eleição brasileira”, declarando que o país não voltará a ser colônia.
Questionado sobre a suposta interferência do governo americano, o senador Flávio Bolsonaro negou ter recebido apoio de Washington. Em agenda em Vitória da Conquista, na Bahia, o parlamentar afirmou que a eleição será decidida pelos brasileiros e que a oposição disputa o pleito dentro das regras estabelecidas.


